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Cadernos
Negros Volume 23
poemas afro-brasileiros
Quando
o Ilê Aiyê saiu às ruas de Salvador pela primeira vez, no carnaval de
1975, não tínhamos uma consciência muito forte de que
estávamos construindo uma cartilha para ser seguida por todos aqueles
que querem fazer cultura negra neste país, com os pés e a cabeça no quilombo.
Depois de vinte e sete anos, com a cartilha já pronta há muito tempo,
olhando para trás é bom ver que nós, do Ilê,
estávamos certos
em conhecer, atualizar e transmitir a todos os povos, de todos os lugares,
O Mundo Negro. E isso sendo feito com muita alegria, tesão, com a vontade
de sempre ser feliz – desde o quilombo, repito –, mesmo que para isso
tenhamos de vencer e convencer governos, empresários e mídia com idéias,
comportamentos e atitudes racistas. Bem, os Cadernos Negros do Quilombhoje
começaram a fazer sua cartilha em 1978. Já são duas décadas e mais um
pouquinho. A cartilha tem ensinado muita coisa à gente. É bom ler autores
e autoras negros. Como também é bom cantar, a milhares de vozes, canções
de compositores e compositoras negros. E melhor ainda: ler, ouvir e cantar
textos com a nossa bela história de luta, alegria, amor, resistência etc.,
etc. Gosto dessa idéia de a gente estar construindo um quilombo contemporâneo
e estar se encontrando pelos caminhos. Cruzando idéias e práticas. Colocando
mais pedras no alicerce.
Antonio
Carlos dos Santos Vovô
Presidente do Bloco Afro Ilê Aiyê
Autores: Cristiane Sobral, Cuti,
Elivelto Corrêa, Esmeralda Ribeiro, Fausto Antônio, Jamu Minka,
Jônatas Conceição, José Carlos Limeira, Landê
Onawale, Sidney de Paula Oliveira, Therezinha Tadeu.
Preço: R$ 12,oo (doze reais)
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